Entre os passados dias 21 e 22 de setembro de 2026, a técnica do Agrupamento de Baldios Serras do Minho procedeu à recolha de amostras de solo em todos os pontos de amostragem do agrupamento, previamente definidos em trabalho de gabinete. As amostras recolhidas no terreno foram devidamente identificadas e enviadas para os laboratórios da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), onde serão submetidas a análises físico-químicas detalhadas.
Esta ação constitui uma etapa fundamental no âmbito do desenvolvimento do Inventário Florestal do Agrupamento Serras do Minho. A realização destas análises permitirá obter dados rigorosos sobre a composição, fertilidade e capacidade produtiva dos solos dos territórios comunitários.
Esta caracterização técnica servirá de suporte fundamental para o planeamento florestal de longo prazo, orientando a seleção adequada de espécies a instalar, a gestão sustentável do território e a definição de futuras intervenções de conservação.
No passado dia 9 de junho de 2026, realizou-se na Sala dos Presidentes do Edifício dos Paços do Concelho, em Caminha, a sessão de formação “Lei dos Baldios – Regime Jurídico, Gestão e Desafios Atuais”.
O evento reuniu representantes das unidades de baldios locais, compartes, técnicos e público em geral para debater o enquadramento legal e a gestão destes territórios comunitários. A iniciativa foi promovida pelo Agrupamento de Baldios Serras do Minho com o apoio do Município de Caminha, contando com a colaboração ativa da ACEB e da BALADI – Federação Nacional dos Baldios.
A sessão, que teve início às 18h00, reuniu compartes de todos os baldios do Agrupamento Serras do Minho, bem como de outros baldios da região, o que permitiu um debate dinâmico, participativo e produtivo. A sessão de formação contou com as intervenções dos oradores, o Sr. José Castro (Presidente da BALADI) e do Sr. Armando de Carvalho (Presidente da Mesa da Assembleia Geral da BALADI), servindo para esclarecer dúvidas e partilhar experiências práticas entre compartes, membros dos órgãos de gestão, autarcas e demais interessados na valorização dos espaços comunitários.
Durante a formação, foram analisados em detalhe os aspetos fundamentais do regime jurídico estabelecido pela Lei n.º 75/2017, de 17 de agosto. Entre os temas debatidos, destacou-se a própria definição e natureza dos baldios, classificados como terrenos possuídos e geridos coletivamente pelas comunidades locais para uso comum e aproveitamento sustentável dos seus recursos. Foram também clarificadas as regras de identificação e recenseamento dos compartes, garantindo a igualdade de direitos na tomada de decisões democráticas.
Adicionalmente, foi debatida a correta aplicação e reinvestimento das receitas geradas e as regras para a delegação de poderes ou cessão de exploração.
A sessão terminou com um forte apelo à cooperação e articulação territorial. Este encontro permitiu reforçar a importância de dotar as comunidades locais de ferramentas de capacitação técnica e jurídica, protegendo estes bens comuns contra usurpações ou abandono e potenciando o desenvolvimento económico, ambiental e social das zonas rurais.
No passado sábado, dia 23 de maio de 2026, o Agrupamento de Baldios Serras do Minho reuniu-se numa sessão de trabalho e divulgação dedicada ao planeamento e à apresentação do seu plano de atividades e ações para o ano de 2026.
O encontro permitiu fazer um ponto de situação dos trabalhos já desenvolvidos nos territórios comunitários, acompanhar em detalhe a execução das ações em curso e analisar as metas e os indicadores definidos para o presente ano.
Estas sessões de articulação, acompanhamento e divulgação revelam-se fundamentais para reforçar a cooperação entre os vários baldios integrantes do agrupamento, promovendo uma gestão cada vez mais estruturada, participada e sustentável do território.
A técnica do Agrupamento de Baldios Serras do Minho encontra-se a realizar o levantamento com GPS dos limites dos baldios que integram o agrupamento.
Este trabalho de delimitação no terreno é fundamental para o conhecimento, organização e valorização do território, contribuindo diretamente para uma gestão mais eficaz, transparente e sustentável dos espaços comunitários.
Estes levantamentos são essenciais para garantir a correta atualização dos registos e do cadastro dos terrenos comunitários, salvaguardando o património dos baldios e prevenindo eventuais conflitos de limites. Além disso, o conhecimento dos limites irá servir de suporte técnico à elaboração do Plano de Gestão Florestal e à preparação de candidaturas a futuros apoios de investimento e conservação.
O Agrupamento de Baldios Serras do Minho promoveu, no dia 18 de dezembro de 2025, uma ação de educação ambiental no Baldio da Montaria, dedicada à valorização dos territórios comunitários e à sensibilização da comunidade local para a importância de uma gestão florestal responsável e sustentável.
A iniciativa teve como principal objetivo aproximar a comunidade do território baldio, promovendo o conhecimento sobre a importância ambiental e comunitária destes espaços e incentivando uma participação mais ativa na sua gestão e preservação. Durante a atividade foi realizada uma ação prática de plantação de pinheiro-bravo, com plantas fornecidas pela Câmara Municipal de Viana do Castelo.
Apesar de o dia ter sido marcado pela chuva e pelo mau tempo, a atividade concretizou-se com sucesso. A ação permitiu também abordar a importância do controlo de espécies invasoras lenhosas, chamando a atenção para os impactos que estas podem representar para os ecossistemas e para a necessidade de uma intervenção adequada na gestão do território.
A iniciativa contribuiu também para aproximar a comunidade do Baldio da Montaria, proporcionando uma oportunidade para conhecer melhor o território e participar diretamente em ações associadas à sua gestão florestal.