O Agrupamento de Baldios de Nogueira e Montesinho realizou uma ação de sensibilização no Baldio de Vilarinho, com o objetivo de assinalar o Dia Mundial do Fascínio pelas Plantas e promover a importância ecológica e socioeconómica dos povoamentos de azinheira (Quercus ilex e Quercus rotundifolia).
Tratou-se de uma atividade dinâmica e participativa, realizada no terreno, que procurou promover a compreensão das diferenças entre estas duas espécies e explorar o seu potencial para a promoção da biodiversidade, a utilização da bolota na alimentação animal e humana, a integração da azinheira em sistemas de pastoreio e o seu potencial no âmbito do mercado de carbono.
No passado dia 2 de outubro, a Comunidade Local dos Baldios de Assureira, Barreiro, Fervença e Varzigueto, em conjunto com a equipa técnica do Agrupamento, participou de uma ação de sensibilização ambiental dedicada à importância da floresta e à recuperação das áreas florestais afetadas por incêndios.
Durante a atividade foram abordadas questões relacionadas com a proteção, valorização e recuperação dos espaços florestais.
A ação incluiu ainda a plantação de alguns exemplares de espécies florestais, nomeadamente carvalhos e pinheiros, contribuindo para a recuperação e valorização da área florestal.
Entre os passados dias 21 e 22 de setembro de 2026, a técnica do Agrupamento de Baldios Serras do Minho procedeu à recolha de amostras de solo em todos os pontos de amostragem do agrupamento, previamente definidos em trabalho de gabinete. As amostras recolhidas no terreno foram devidamente identificadas e enviadas para os laboratórios da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), onde serão submetidas a análises físico-químicas detalhadas.
Esta ação constitui uma etapa fundamental no âmbito do desenvolvimento do Inventário Florestal do Agrupamento Serras do Minho. A realização destas análises permitirá obter dados rigorosos sobre a composição, fertilidade e capacidade produtiva dos solos dos territórios comunitários.
Esta caracterização técnica servirá de suporte fundamental para o planeamento florestal de longo prazo, orientando a seleção adequada de espécies a instalar, a gestão sustentável do território e a definição de futuras intervenções de conservação.
Com o objetivo de promover a VIII Conferência dos Baldios, no passado sábado, dia 29, pelas 15:00 horas, realizou-se na Casa do Povo de Coja uma reunião, aberta ao público, organizada pela COBALCO em colaboração com a ASSOAÇOR.
Durante a iniciativa foram abordados temas como o futuro da gestão dos baldios, no que se refere às novas formas de gestão, às energias renováveis ou ao mercado de carbono. O Presidente da Direção da BALADI referiu que está a ser elaborada uma proposta de cessão de exploração com empresas madeireiras, com vista a ajudar os Conselhos Diretivos a rentabilizar a manutenção dos seus baldios. Mencionou também que já tem uma proposta de contrato de cessão de exploração no caso de parques eólicos, fotovoltaicos e mercado de carbono. Por último, referiu-se à Cogestão com o ICNF, tendo explicado aos presentes os termos em que o ICNF propôs a Cogestão futura dos baldios, tendo a BALADI apresentado uma contraproposta ao acordo de delegação de poderes, apresentado pelo ICNF, proposta essa que foi recusada.
O público também teve a oportunidade de expressar as suas ideias em a relação a estes temas e até apresentou sugestões de outras iniciativas sobre o tema da gestão dos baldios.
A VIII Conferência é promovida pela BALADI e irá ocorrer no dia 3 de outubro de 2026 no Aquanatur Palace em Chaves.
A Mesa da reunião foi constituída por:
BALADI – Prof. Doutor José Castro (Presidente da Direção) COBALCO – Isménio Oliveira (Presidente da Direção) ASSOAÇOR – Prof. Doutor Luciano Lourenço (Presidente da Direção) CASA DO POVO DE COJA – João Paulo Oliveira (Presidente da Direção)
Na reunião estiveram representadas as seguintes entidades:
UNIÃO DE FREGUESIAS DE COJA E BARRIL D’ALVA – Paulo Amaral (Presidente da Junta de Freguesia) UNIÃO DE FREGUESIAS DE CEPOS E TEIXEIRA – Guida Marques (Presidente da Junta de Freguesia)
COMUNIDADES LOCAIS DOS BALDIOS DE:
ARRIFANA – V. N POIARES CADAFAZ- GÓIS MONTE REDONDO – ARGANIL ESCULCA – ARGANIL PORTO SILVADO – ARGANIL SOBRAL MAGRO – ARGANIL COJA – ARGANIL CEPOS E TEIXEIRA E RELVA E RIBEIRO – ARGANIL GOULINHO E CASAL CIMEIRO – OLIVEIRA DO HOSPITAL
O GBMB participou numa ação de sensibilização realizada em território baldio, numa iniciativa dedicada à valorização, proteção e gestão responsável dos espaços comunitários. A ação teve como principal objetivo sensibilizar os participantes, jovens e adultos, para a importância dos baldios enquanto territórios de elevado valor ambiental, florestal e económico, promovendo uma maior consciência para a necessidade de uma gestão ativa e sustentável destes espaços.
Durante a iniciativa foram abordadas diversas questões relacionadas com a preservação da floresta, a prevenção de incêndios rurais, a valorização dos recursos naturais e a importância da participação das comunidades locais na gestão do território. A presença do GBMB permitiu igualmente reforçar a importância do trabalho conjunto entre as diferentes entidades e comunidades que intervêm na gestão dos baldios. A cooperação entre compartes, órgãos de gestão, escolas e outras entidades assume particular relevância na definição de estratégias que permitam responder aos desafios que atualmente e futuramente se colocam aos territórios comunitários.
Para além da componente de sensibilização, a iniciativa constituiu também uma oportunidade para dar a conhecer no terreno a realidade dos baldios, as suas potencialidades e as dificuldades associadas à sua gestão, destacando-se a necessidade de continuar a apostar na informação, na formação e na proximidade com as populações. O GBMB considera que ações desta natureza são importantes para reforçar o conhecimento sobre o papel dos baldios na comunidade e para promover uma gestão cada vez mais responsável, participada e sustentável do território, reforçando a importância da sua preservação e da utilização equilibrada dos seus recursos para benefício das gerações atuais e futuras. A iniciativa contou ainda com uma caminhada pelo território baldio, proporcionando aos participantes um contacto direto com a realidade e com os valores naturais presentes neste espaço comunitário. Ao longo do percurso foram abordadas diferentes questões relacionadas com a gestão florestal, a preservação dos recursos naturais, a prevenção dos incêndios rurais e a importância de uma intervenção responsável e sustentável no território.
A caminhada permitiu também dar a conhecer algumas das potencialidades do baldio e sensibilizar os participantes para a importância da manutenção de uma floresta diversificada, resiliente e adaptada às características do território. A ação culminou com uma plantação simbólica de espécies folhosas florestais autóctones, num gesto que pretendeu assinalar o compromisso com a valorização da floresta e com a promoção da biodiversidade. A escolha de espécies autóctones reforçou a mensagem de que a gestão dos territórios baldios deve privilegiar soluções adaptadas às condições locais e contribuir para a criação de espaços florestais mais diversos resistentes e resilientes.
Mais do que um simples momento simbólico, a plantação representou um compromisso com o futuro do território, chamando a atenção para a importância de investir na regeneração e valorização da floresta e de garantir que os baldios continuam a desempenhar um papel relevante na conservação da natureza, na proteção do solo e dos recursos hídricos e na sustentabilidade das comunidades locais.
Com esta iniciativa, o GBMB procurou aproximar as populações do território e reforçar a ideia de que a gestão dos baldios é uma responsabilidade coletiva, que exige conhecimento, participação e uma visão de longo prazo.
No passado dia 15 de agosto, o Agrupamento de Baldios de Cabeceiras de Basto promoveu uma caminhada de sensibilização dedicada às levadas e ao seu papel na preservação do espaço rural e florestal.
A iniciativa decorreu no Baldio de Cabeceiras de Basto (S. Nicolau) e juntou habitantes da freguesia e de localidades vizinhas, num momento de convívio, partilha e contacto com a natureza.
Ao longo do percurso, foram apresentadas as intervenções realizadas na Levada da Cangada e nas áreas do baldio. Destacou-se a importância da manutenção destes espaços para a gestão da paisagem, a conservação das áreas agrícolas e florestais e a redução do risco de incêndio rural.
Mais do que simples canais de água, as levadas são património e ajudam a manter vivo o espaço rural. A manutenção das áreas agrícolas e a gestão da vegetação criam uma paisagem mais diversificada e com menor continuidade de combustível, e por isso um território mais cuidado e resiliente face aos incêndios rurais.
No passado dia 9 de junho de 2026, realizou-se na Sala dos Presidentes do Edifício dos Paços do Concelho, em Caminha, a sessão de formação “Lei dos Baldios – Regime Jurídico, Gestão e Desafios Atuais”.
O evento reuniu representantes das unidades de baldios locais, compartes, técnicos e público em geral para debater o enquadramento legal e a gestão destes territórios comunitários. A iniciativa foi promovida pelo Agrupamento de Baldios Serras do Minho com o apoio do Município de Caminha, contando com a colaboração ativa da ACEB e da BALADI – Federação Nacional dos Baldios.
A sessão, que teve início às 18h00, reuniu compartes de todos os baldios do Agrupamento Serras do Minho, bem como de outros baldios da região, o que permitiu um debate dinâmico, participativo e produtivo. A sessão de formação contou com as intervenções dos oradores, o Sr. José Castro (Presidente da BALADI) e do Sr. Armando de Carvalho (Presidente da Mesa da Assembleia Geral da BALADI), servindo para esclarecer dúvidas e partilhar experiências práticas entre compartes, membros dos órgãos de gestão, autarcas e demais interessados na valorização dos espaços comunitários.
Durante a formação, foram analisados em detalhe os aspetos fundamentais do regime jurídico estabelecido pela Lei n.º 75/2017, de 17 de agosto. Entre os temas debatidos, destacou-se a própria definição e natureza dos baldios, classificados como terrenos possuídos e geridos coletivamente pelas comunidades locais para uso comum e aproveitamento sustentável dos seus recursos. Foram também clarificadas as regras de identificação e recenseamento dos compartes, garantindo a igualdade de direitos na tomada de decisões democráticas.
Adicionalmente, foi debatida a correta aplicação e reinvestimento das receitas geradas e as regras para a delegação de poderes ou cessão de exploração.
A sessão terminou com um forte apelo à cooperação e articulação territorial. Este encontro permitiu reforçar a importância de dotar as comunidades locais de ferramentas de capacitação técnica e jurídica, protegendo estes bens comuns contra usurpações ou abandono e potenciando o desenvolvimento económico, ambiental e social das zonas rurais.
Realizou-se com grande sucesso a ação de sensibilização na antiga Casa do Guarda Florestal de Redondelo, promovida pelo Agrupamento de Baldios Vale do Tâmega e o Baldio de Redondelo e Casas Novas, que contou com a valiosa colaboração GNR, ICNF e Município de Chaves, bem como com a participação das escolas e da comunidade local.
Foi uma manhã dedicada à educação ambiental, à proteção da floresta e à importância dos baldios enquanto património de todos. Os mais jovens tiveram a oportunidade de aprender sobre a prevenção de incêndios, o respeito pela natureza e o papel fundamental que cada um pode ter na defesa do nosso território. 🌳
No passado sábado, dia 23 de maio de 2026, o Agrupamento de Baldios Serras do Minho reuniu-se numa sessão de trabalho e divulgação dedicada ao planeamento e à apresentação do seu plano de atividades e ações para o ano de 2026.
O encontro permitiu fazer um ponto de situação dos trabalhos já desenvolvidos nos territórios comunitários, acompanhar em detalhe a execução das ações em curso e analisar as metas e os indicadores definidos para o presente ano.
Estas sessões de articulação, acompanhamento e divulgação revelam-se fundamentais para reforçar a cooperação entre os vários baldios integrantes do agrupamento, promovendo uma gestão cada vez mais estruturada, participada e sustentável do território.
A técnica do Agrupamento de Baldios Serras do Minho encontra-se a realizar o levantamento com GPS dos limites dos baldios que integram o agrupamento.
Este trabalho de delimitação no terreno é fundamental para o conhecimento, organização e valorização do território, contribuindo diretamente para uma gestão mais eficaz, transparente e sustentável dos espaços comunitários.
Estes levantamentos são essenciais para garantir a correta atualização dos registos e do cadastro dos terrenos comunitários, salvaguardando o património dos baldios e prevenindo eventuais conflitos de limites. Além disso, o conhecimento dos limites irá servir de suporte técnico à elaboração do Plano de Gestão Florestal e à preparação de candidaturas a futuros apoios de investimento e conservação.